
Chegamos ao número cinco desta publicação. Em cada final de ano, precisamente a 13 de Dezembro, lembrando o dia em que foi anunciada a distinção de Guimarães como Património Mundial pela UNESCO, em 2001, lançamos mais uma edição da revista Veduta. Numa cidade rica em património histórico e cultural, esta publicação tende a ser o registo das boas práticas que se têm vindo a seguir na preservação da nossa cultura como raiz identitária.
Com o intuito de aproximar, cada vez mais, o leitor interessado nas questões que o património encerra, alteramos a nossa linha editorial e tentamos colocar a informação de forma a que a leitura se tornasse mais atractiva. Neste sentido, introduzimos três temas ligados a conceitos patrimoniais distintos. O primeiro procura reflectir, de forma breve, sobre uma peça de património móvel. Dentro desta temática, a Dr.ª Catarina Pereira explica-nos o percurso cronológico e utilitário dos hoje quase incógnitos Gatos de Lareira. Pensando no legado deixado por algumas personalidades portuguesas, chegamos a um espaço que serve de mote para lembrar a herança deixada por aqueles cujas obras se destacaram e sobre as quais não podemos deixar de reflectir, ou mencionar, sempre que intervimos no património. Assim, lançamos o desafio ao Dr. Manuel Graça para apresentar o trabalho de Alberto Sampaio, um investigador pioneiro no seu tempo e figura grata da cidade de Guimarães. Para nos proporcionar uma vista sobre o património natural, convidamos o fotógrafo Paulo Alegria, que nos dá a ver uma imagem da Serra de Arga acompanhada com um texto de Raul Pereira, e que fez parte do processo de construção do seu livro Romeiros~Pilgrims.
A (re)construção das pontes vimaranenses durante a Idade Média mereceu a atenção do arqueólogo Francisco Faure, que nos mostra que o seu contributo para o desenvolvimento da economia local foi fundamental para o futuro do recém-fundado burgo.
Educar para compreender e valorizar o património cultural deveria ser uma prioridade no nosso sistema de ensino, sendo essa a chamada de atenção que a Dr.ª Helena Pinto nos deixa no seu artigo: Quando os Caminhos do Património e da Educação se Cruzam.
Por fim, divulgamos dois projectos na área da arte contemporânea, cujas actividades são pensadas para a realidade do território onde se incluem. O trabalho, desenvolvido pelo Laboratório das Artes, em Guimarães, é um óptimo exemplo da potencialidade dos projectos independentes como mecanismos informais e eficazes para a democratização da arte. Numa mesma linha, mas com uma programação mais multidisciplinar, surgem as Oficinas do Convento, uma associação cultural sediada em Montemor-o-Novo que, através de um esforço colectivo, intenta dinamizar a criação tendo como base os recursos endógenos da região.
Agradecemos a todos a colaboração, sem a qual não teria sido possível este nosso projecto editorial.
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