
No âmbito do 10º Aniversário da distinção do Centro Histórico de Guimarães pela UNESCO, enquadra-se a exposição «Artes da Construção em Guimarães Património Mundial», onde procuramos destacar as principais técnicas da construção tradicional que fazem parte do importante conjunto edificado da cidade. As mais usadas são as denominadas taipa de fasquio e taipa de tabique. Ambos os métodos construtivos são aplicados na elevação de paredes interiores e exteriores dos andares acima do rés-do-chão, que é, geralmente, construído em granito.
Na reabilitação dos edifícios é importante o respeito pela sua estrutura original. Sempre que possível, recorre-se às técnicas de construção tradicionais, que fazem parte do património imaterial de cada comunidade, valorizando-se, desta forma integral, a autenticidade do seu património arquitectónico. Exemplo desta boa prática é a requalificação do Centro Histórico de Guimarães, que contou com o conhecimento de uma geração de construtores locais e com a sensibilidade da equipa de arquitectos incumbida do projecto.
A arte de trabalhar o ferro encontra-se, também, presente em aplicações artísticas notáveis, tais como no caso da arquitectura portuguesa, onde aparece quase sempre como sua subsidiária e acompanhando-a nas especificidades que marcaram cada época. O conjunto edificado da área classificada do Centro Histórico de Guimarães, traça um percurso que vai desde a Idade Média até ao século XIX. Os trabalhos em ferro, presentes na arquitectura vimaranense, vão acompanhando tanto os gostos estéticos como as evoluções técnicas conseguidas ao longo dos séculos.
A azulejaria portuguesa constitui um marco importantíssimo na história das artes decorativas portuguesas, tendo atingido o seu expoente máximo durante os séculos XVII e XVIII. Nos edifícios vimaranenses, podemos encontrar esta riqueza quer nos exemplos padronizados, quer nos painéis figurativos, como no trabalho de artistas da escola dos grandes mestres António e Policarpo de Oliveira Bernardes.
Visite-nos, até 6 de Janeiro, no nº 126 da Rua D. Maria II, em Guimarães.




